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Todos os
anos, no mês de julho, as águas do Rio Nilo inundavam uma vasta região ao
longo de suas margens. As águas do Rio Nilo fertilizavam os campos,
beneficiando a agricultura do Egito. Cada pedaço de terra às margens desse rio
era precioso e tinha que ser muito bem cuidado.
Por volta do
ano 3000 a.C. o Faraó Sesóstris
repartiu essas terras entre uns poucos agricultores privilegiados.
Só que todos
os anos em setembro quando as águas baixavam, funcionários do governo faziam a
marcação do terreno de cada agricultor. Esses funcionários eram chamados de
agrimensores ou estiradores de corda. Isso se explica pelo fato de que usavam
cordas com uma unidade de medida assinalada, essa corda era esticada para que se
verificasse quantas vezes aquela unidade de medida estava contida nos lados do
terreno. Mas na maioria das vezes acontecia da unidade de medida escolhida não
caber um número inteiro de vezes nos lados do terreno.
Para
solucionar o problema da medição das terras, os egípcios criaram um novo número,
o número fracionário, que era representado representado com o uso de frações.
Os egípcios
entendiam a fração somente como uma unidade, portanto, utilizavam apenas frações
unitárias (com numerador igual a 1).
A escrita
dessas frações era feita colocando um sinal oval sobre o denominador.
No Sistema de
Numeração usado pelos egípcios os símbolos se repetiam com muita frequência,
tornando os cálculos com números fracionários muito complicados.
Com a criação
do Sistema de Numeração Decimal, pelos hindus, o trabalho com as frações
tornou-se mais simples, e a sua representação passou a ser expressa pela razão
de dois números naturais.
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